terça-feira, 18 de julho de 2023

O CONHECIMENTO PARA PLATÃO

Platão foi um dos filósofos mais importantes da Grécia Antiga e suas teorias sobre o conhecimento tiveram um grande impacto na filosofia ocidental. Ele acreditava que o conhecimento verdadeiro não pode ser adquirido através dos sentidos, mas sim através da razão e da contemplação.

Para Platão, o mundo material é apenas uma cópia imperfeita do mundo das ideias, que é o mundo real e perfeito. As coisas que vemos e tocamos são apenas sombras do mundo das ideias, que só podemos conhecer através da razão e da contemplação.

Segundo Platão, o conhecimento verdadeiro só pode ser adquirido através da filosofia, que é o amor à sabedoria. Ele acreditava que o objetivo da filosofia era alcançar a verdadeira sabedoria, que é a contemplação das ideias eternas e imutáveis.

Para Platão, o conhecimento começa com a percepção das coisas sensíveis, mas não se limita a ela. Ele acreditava que a verdadeira sabedoria só pode ser alcançada através da contemplação das ideias, que são universais e imutáveis. Através da razão, podemos chegar a conhecimentos que não podem ser obtidos pelos sentidos.

As teorias de Platão sobre o conhecimento foram amplamente discutidas e criticadas ao longo dos séculos. Alguns filósofos, como Aristóteles, argumentaram que o conhecimento verdadeiro pode ser obtido tanto pelos sentidos quanto pela razão. Outros, como os filósofos empiristas, argumentaram que todo o conhecimento começa com a experiência sensível.

Apesar das críticas, as ideias de Platão sobre o conhecimento continuam a influenciar a filosofia ocidental até os dias de hoje. Seus conceitos de mundo sensível e mundo das ideias, além da importância da razão e da contemplação, são ainda objetos de estudo e reflexão na filosofia contemporânea.


Fontes:


• PLATÃO. A República. São Paulo: Martin Claret, 2000.

• FERRAZ, Breno Battistin. A teoria do conhecimento em Platão. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 3, n. 1, p. 39-50, 2015.

• REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia: do Humanismo a Descartes. São Paulo: Paulus, 1990.

IMPÉRIO CAROLÍNGIO

  O Império Carolíngio foi um grande império que existiu na Europa Ocidental do final do século VIII ao início do século X. Ele foi fundado por Carlos Magno, também conhecido como Carlos I, o Grande, que uniu uma grande parte da Europa sob seu domínio e reorganizou a administração e a economia do império.

O Império Carolíngio se estendeu desde o que hoje é a França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Suíça, Áustria, Hungria e partes da Itália e Espanha. Foi um império de vasta extensão e grande diversidade, e suas realizações culturais e políticas tiveram um impacto significativo na história da Europa.

O Império Carolíngio foi uma época de renovação cultural e intelectual. Carlos Magno encorajou a educação e a erudição, fundando escolas e convidando eruditos para sua corte. O império também foi um importante centro de produção literária e artística, com a produção de manuscritos iluminados, esculturas e edifícios monumentais.

Além disso, o Império Carolíngio teve um sistema administrativo altamente desenvolvido, com um governo centralizado e uma rede de funcionários responsáveis pela cobrança de impostos e pela manutenção da ordem pública. O império também foi um importante centro comercial e econômico, com a introdução de novas técnicas agrícolas e manufatureiras.

No entanto, o Império Carolíngio enfrentou desafios significativos ao longo de sua história. A morte de Carlos Magno em 814 levou a disputas de poder entre seus descendentes, que eventualmente levaram à divisão do império em três partes em 843. O império também enfrentou ameaças externas, como as invasões vikings e as incursões muçulmanas na Península Ibérica.

Apesar desses desafios, o Império Carolíngio teve um impacto duradouro na história da Europa, estabelecendo um modelo de governo centralizado e fortalecendo a identidade cultural europeia. O império também estabeleceu a base para a formação de nações europeias modernas, como França e Alemanha.

Fontes: Credível 

SOCRATIC METHOD


O método socrático é uma técnica de questionamento usada por Sócrates em seus diálogos filosóficos. O objetivo do método é levar as pessoas a examinar suas próprias crenças e valores por meio de perguntas críticas e cuidadosas.

O método socrático começa com uma pergunta simples, como "O que é a justiça?" ou "O que é a virtude?". Em seguida, Sócrates faz uma série de perguntas relacionadas a esse tema, buscando entender a visão da outra pessoa e analisando seus argumentos. Ele usa o questionamento para levar a pessoa a perceber as inconsistências ou falta de clareza em suas próprias ideias, levando-a a questionar suas próprias crenças e valores.

O método socrático é uma forma de ensinar por meio do diálogo e da reflexão. Ele incentiva as pessoas a buscar a verdade por si mesmas, em vez de simplesmente aceitar a opinião dos outros ou seguir tradições e convenções sociais sem questionamento.

O método socrático ainda é utilizado hoje em dia, tanto na filosofia quanto em outras áreas do conhecimento, como na educação, na psicologia e nos negócios. Ele é considerado uma técnica valiosa para estimular o pensamento crítico e promover a auto-reflexão.

𝐎𝐒 𝐁𝐀𝐍𝐓𝐔𝐒 (Povo nativa de África)

 (𝚄𝚖𝚊 𝚑𝚒𝚜𝚝ó𝚛𝚒𝚊 𝚛𝚎𝚜𝚞𝚖𝚒𝚍𝚊)

.

.

𝐁𝐚𝐧𝐭𝐮𝐬 𝐪𝐮𝐞m 𝐬ã𝐨?


Os bantus ou bantos são povos que constituem um grupo etnolinguístico localizado principalmente na África subsariana e que engloba cerca de 400 subgrupos étnicos diferentes. 


A palavra "𝐛𝐚𝐧𝐭𝐮" é derivada da palavra "𝒃𝒂-𝒏𝒕𝒖", formado por ba (prefixo nominal de classe 2) e nto, que significa "𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚" 𝐨𝐮 "𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐨𝐬. As sociedades bantus dominavam desde sempre a metalurgia, bem como a arte de edificação de grandes monumentos, as mais conhecidas ruínas do império do grande Zimbabwe é uma prova clara da sabedoria desses povos.


𝐑𝐞𝐠𝐢õ𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐩𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚:


O povos bantus encontram-se centrados maioritariamente nos países de Angola, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Zâmbia, Zimbabwe, Lesoto, Quênia, Essuatini ,Botswana , Tanzânia ,República Democrática do Congo, República do Congo, Gabão, Guiné Equatorial, Camarões ,República Centro-Africana, Uganda, Burundi, Ruanda, Comores, e Malawi.


𝐀 𝐡𝐢𝐬𝐭ó𝐫𝐢𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐝𝐚 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨𝐬 𝐁𝐚𝐧𝐭𝐮𝐬:


Os Bantus provavelmente vêm dos Camarões e do sudeste da Nigéria por volta de – 2000, eles começaram a estender seu território na floresta equatorial da África Central. Mais tarde, por volta do ano 1000, ocorreu uma segunda fase de expansão mais rápida para o Oriente. Os Bantus então se misturaram com grupos indígenas e formaram novas sociedades. 


Nos séculos 16 e 17, as populações Bantu do actual Quênia foram forçadas a se mudar para o sul, empurradas primeiro pelos guerreiros Kalenjin, depois pelos Masai e finalmente pelos Luo, todos vindos do actual Sudão. Os Bantu provavelmente vieram de migrações africanas do leste (𝐕𝐚𝐥𝐞 𝐝𝐨 𝐍𝐢𝐥𝐨, 𝐊𝐮𝐬𝐡, 𝐏𝐮𝐧𝐭) principalmente para o oeste, depois para o sul (sudeste, sudoeste, centro). Restos bantu, às margens do lago Upemba, em Sanga, fornecem muitas informações sobre essas migrações.


𝐀 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐦𝐢𝐬𝐬ã𝐨 𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐯𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐨𝐫𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞:


Muitos afirmam que a África é um continente sem história, mas isso é verdade? Esquecendo um pouco da civilização egípcia e que a todo o custo tentaram excluir ela como parte da África negra, os outros povos africanos desenvolveram sua história mediante a transmissão da oralidade desde a tenra idade.


A originalidade das sociedades ditas “sem escrita” tem um papel primordial, pois o conhecimento oral é ao mesmo tempo o conhecimento da religião, da história, do entretenimento, da ciência da natureza e da iniciação à profissão, o que podemos aqui chamar de, “𝐚 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐥𝐚 𝐝𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚”. Nas sociedades africanas as ditas " sem escrita", os guardiões desse patrimônio são, de um lado, os tradicionalistas, responsáveis pela transmissão do conhecimento controlado pelo comitê de sábios, e, de outro, os griots, que são genealogistas, historiadores e poetas. 


A vantagem da tradição oral é que ela vem de dentro das sociedades africanas, portanto, reflete uma organização mental e uma vivência do grupo sócio-cultural. No entanto, a tradição oral não permite estabelecer uma cronologia. Isso coloca sérios problemas para os historiadores, e aqui abre caminho para a multidisciplinaridade na tentativa de preencher as lacunas, e que muitas vezes acabam preenchendo essas lacunas com inverdades. Fragmentando assim uma rica história que remonta a milhares de anos.


𝐀 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚çã𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐛𝐚𝐧𝐭𝐮𝐬:


A afirmação de alguns historiadores de que o grupo proto bantu que ocupa actualmente o leste, centro e sul do continente africano foi formado no primeiro milênio AC nas fronteiras dos Camarões e da Nigéria. 


Essa afirmação merece cautela, pois a migração bantu teria começado bem antes do primeiro milênio, pois foi a contrapartida do ressecamento do Saara que data do início do terceiro milênio. Os Bantus então viviam na região do Alto Nilo entre os paralelos 17 e 21 nas margens de grandes pântanos 


Esta presença continuou na época do reinado do grande faraó sudanês 𝐓𝐀𝐇𝐀𝐑𝐊𝐀 o Grande (689-664) durante o período húmido do Neolítico. Alguns Bantus foram estabelecidos entre a quinta e a sexta catarata do Nilo, cerca de cinquenta quilômetros ao sul da confluência 𝐍𝐈𝐋-𝐀𝐓𝐁𝐀𝐑𝐀.Eles então formaram o reino de 𝐊𝐮𝐬𝐡-𝐍𝐚𝐩𝐚𝐭𝐚-𝐌𝐞𝐫𝐨𝐞. 


Este reino era dotado de uma escrita alfabética ainda não decifrada até hoje, e do domínio da metalurgia do ferro. O clima de África, numa região compreendida entre o Saara e a extensa zona equatorial, era muito húmida há oito ou dez mil anos. O modo de vida Bantu estava intimamente ligado à água. O desenvolvimento das civilizações pesqueiras foi datado entre 8.000 e 5.000 aC, ao longo do Médio Nilo e no Saara. Vestígios dos bantus foram encontrados até no norte do continente africano, tanto no Ocidente quanto no Oriente. 


𝐎𝐬 𝐢𝐦𝐩é𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐁𝐚𝐧𝐭𝐮𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐧𝐨𝐭á𝐯𝐞𝐢𝐬:


Os bantus contruíram várias sociedades e impérios que prosperaram por milénios em várias partes do continente africano, na África Austral, no rio Zambeze, nasceu o grande império de Zimbabwe construído pelos reis Mwenemutapa, nasceram ainda outros impérios como: Império Rozui, e os Danangombe, Cami. 


Na África Central, nasceram os impérios do Kongo, o Império Lunda, o Império Luba localizados hoje no que é Angola, República do Congo e a República Democrática do Congo; Na Região dos Grandes Lagos Africanos, os impérios Buganda e o Caragué Reino de Uganda e da Tanzânia.


𝐀𝐬 𝐩𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢𝐩𝐚𝐢𝐬 𝐥í𝐧𝐠𝐮𝐚𝐬 𝐛𝐚𝐧𝐭𝐮:


A família linguística bantu inclui cerca de 400 idiomas falados em cerca de vinte países da metade sul da África. O número total de falantes dessas línguas é estimado em 100 milhões. As principais línguas bantus que representam o maior número de falantes são:


"𝖲𝗎𝖺í𝗅𝗂, 𝖪𝗂𝗇𝗒𝖺𝗋𝗐𝖺𝗇𝖽𝖺-𝗄𝗂𝗋𝗎𝗇𝖽𝗂 , 𝖫𝗂𝗇𝗀𝖺𝗅𝖺, 𝖢𝗁𝗂𝖼𝗁𝖾𝗐𝖺 , 𝖹𝗎𝗅𝗎, 𝖷𝗁𝗈𝗌𝖺, 𝗌𝗁𝗈𝗇𝖺 , 𝖪𝗂𝗄𝗈𝗇𝗀𝗈 , 𝖳𝗍𝗌𝗁𝗂𝗅𝗎𝖻𝖺, 𝖪𝗂𝗄𝗎𝗒𝗎, 𝖫𝗎𝗀𝖺𝗇𝖽𝖺, 𝖱𝗎𝗇𝗒𝖺𝗇𝗄𝗈𝗅𝖾, 𝖲𝗈𝗍𝗁𝗈, 𝖰𝗎𝗂𝗆𝖻𝗎𝗇𝖽𝗈, Umbundu, 𝖳𝗌𝗐𝖺𝗇𝖺, 𝖬𝖺𝗄𝗎𝖺, 𝖭𝖽𝖾𝖻𝖾𝗅𝖾: 𝗌𝗂𝗇𝖽𝖾𝖻𝖾𝗅𝖾 𝖾 𝗇𝗋𝖾𝖻𝖾𝗅𝖾, 𝖳𝗈𝗇𝗀𝖺 𝖽𝗈𝗎𝖺𝗅𝖺".


𝐒𝐮𝐠𝐞𝐬𝐭õ𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐥𝐞𝐢𝐭𝐮𝐫𝐚


•Resumo do volume das coleção da história geral de áfrica.

•(cf. R e M. CORNEVIN, História da África P.43 e 58 ).

•John M. Janzen, Ngoma: Discourses of Healing in Central and Southern Africa, University of California Press, Berkeley and Los Angeles, 1992

•James L. Newman, The Peopling of Africa: A Geographic Interpretation, Yale University Press, New Haven, 1995

•Kevin Shillington, History of Africa, 3rd ed. St. Martin's Press, New York, 2005

•Jan Vansina, Paths in the Rainforest: Toward a History of Political Tradition in Equatorial Africa, University of Wisconsin Press, Madison, 1990


          Uma África Desconhecida 

" 𝕸𝖆𝖎𝖘 Á𝖋𝖗𝖎𝖈𝖆, 𝖒𝖆𝖎𝖘 𝖆𝖒𝖔𝖗 𝖊 𝖒𝖊𝖓𝖔𝖘 ó𝖉𝖎𝖔"

O Túnel De Ezequias

 O Túnel de Ezequias ou de Siloé é um túnel que foi escavado na rocha sólida, embaixo de Ofel na cidade de Jerusalém por volta de 701 a.C. d...