domingo, 23 de julho de 2023

O Túnel De Ezequias

 O Túnel de Ezequias ou de Siloé é um túnel que foi escavado na rocha sólida, embaixo de Ofel na cidade de Jerusalém por volta de 701 a.C. durante o reinado de Ezequias. O túnel de Ezequias explica como Jerusalém foi capaz de ter uma fonte de água secreta e de sobreviver a cercos.

CONFIRA ALGUMAS CURIOSIDADES:

1- A escavação do túnel foi uma notável proeza de engenharia da antiguidade, sendo realizada manualmente por trabalhadores usando ferramentas rudimentares.

2- Com cerca de 533 metros de comprimento, o túnel desviava apenas alguns centímetros de seu trajeto ao longo de toda a sua extensão, o que é impressionante para um projeto tão antigo.

3- O túnel tinha a função de ser um aqueduto, transportando água da Fonte de Giom até a piscina de Siloé, fornecendo um abastecimento vital de água para a cidade de Jerusalém.

4- O Túnel de Ezequias garantia que a cidade continuasse com acesso à água, mesmo durante cercos e ataques inimigos. Segundo a história, ele desempenhou um papel importante durante o cerco assírio liderado por Senaqueribe.

5- Oficialmente redescoberto no século XIX, o túnel recebeu grande atenção da comunidade arqueológica, mas ainda continua sendo um sítio de estudo e pesquisa até hoje.

6- Durante escavações e estudos posteriores, foram encontrados fragmentos de inscrições na parede do túnel, que forneceram informações adicionais sobre sua construção e história.

Tradução do texto encontrado nas paredes do túnel

“(…) quando o túnel estava seco. E este era o caminho no qual estava sendo cavado. Enquanto (…) estavam ainda (…) picaretas, cada homem após seu companheiro, e enquanto ainda restavam três cúbitos para ser cavado, foi ouvida a voz de um homem chamando seu companheiro, pois havia uma separação entre os dois grupos um que vinha cavando da direita e outro da esquerda. E quando o túnel estava seco, os homens quebravam a rocha, cada homem seguindo seu companheiro, picareta após picareta; e então a água escorreu da fonte em direção ao reservatório por 1200 cúbitos e o peso da rocha acima da cabeça dos trabalhadores era de cem cúbitos.”

(as reticências indicam partes que não puderam ser recuperadas). 

7- O Túnel de Ezequias é mencionado no Antigo Testamento da Bíblia, no livro de 2 Crônicas, o que confirma sua relevância histórica e sua conexão com figuras bíblicas.


8- O túnel passa por baixo da área de Ophel, uma colina arqueológica que possui vestígios de assentamentos antigos.


9- O Túnel de Ezequias é um testemunho impressionante da habilidade dos antigos engenheiros e continua sendo um marco histórico e arqueológico importante, atraindo turistas e estudiosos interessados em aprender mais sobre a história da região.

sábado, 22 de julho de 2023

A MUDANÇA PARA HERÁCLITO

 Heráclito de Éfeso foi um filósofo pré-socrático grego que viveu no século V a.C. e é conhecido por sua filosofia do logos, que enfatiza a mudança e a impermanência como características fundamentais da existência. Sua frase mais famosa é "não se pode entrar duas vezes no mesmo rio", que sintetiza essa ideia.

Essa reflexão de Heráclito é uma das mais poderosas da história da filosofia e ainda ressoa na cultura contemporânea. Ela sugere que a realidade é dinâmica e sempre em movimento, que tudo está em constante mudança e transformação.

Ao considerar essa ideia, podemos refletir sobre a natureza da vida e do mundo que nos cerca. Podemos perceber que tudo está em constante fluxo, que as coisas estão sempre mudando e evoluindo. Isso pode nos levar a uma maior compreensão da impermanência e da transitoriedade da existência.

Por exemplo, podemos pensar sobre as relações humanas. Nós conhecemos pessoas e elas se tornam importantes em nossas vidas, mas depois as circunstâncias mudam e perdemos contato. Da mesma forma, podemos refletir sobre as mudanças na natureza, como as estações do ano, que são uma manifestação da impermanência da vida.

Heráclito nos lembra que devemos aceitar a mudança e a impermanência como parte da vida e da natureza. Em vez de nos apegarmos ao passado e resistirmos à mudança, devemos aprender a fluir com ela. Devemos estar dispostos a deixar ir e a nos adaptar às novas circunstâncias da vida.

Essa reflexão também pode nos ajudar a compreender a importância da transformação pessoal. Se tudo está em constante mudança, isso significa que podemos mudar a nós mesmos e evoluir. Podemos nos transformar e nos tornarmos pessoas melhores a cada dia.

Em resumo, a reflexão de Heráclito nos lembra da natureza efêmera da existência e nos convida a fluir com a mudança em vez de resistir a ela. Ela nos convida a abraçar a impermanência como uma parte natural da vida e a nos transformar continuamente em pessoas melhores.

O GRANDE CISMA DO ORIENTE

O Grande Cisma do Oriente, também conhecido como o Cisma do Oriente ou o Cisma de 1054, foi um evento que dividiu a Igreja Cristã em duas partes: a Igreja Católica Romana no Ocidente e a Igreja Ortodoxa no Oriente. Esse cisma foi resultado de uma série de diferenças teológicas, políticas e culturais que foram se acumulando entre as duas igrejas ao longo dos séculos.

A divisão da Igreja em Ocidente e Oriente não foi algo repentino, mas sim o resultado de uma série de tensões que começaram a surgir já no século V. Alguns dos principais fatores que levaram ao cisma incluem:

• A diferença na linguagem litúrgica: a Igreja Católica Romana usava o latim, enquanto a Igreja Ortodoxa usava o grego. Isso levou a diferenças na teologia e na forma de culto entre as duas igrejas.

• A diferença no estilo de liderança: a Igreja Católica Romana era liderada pelo Papa, enquanto a Igreja Ortodoxa era liderada pelo Patriarca de Constantinopla. Isso criou tensões em relação à autoridade e à autoridade papal.

• Divergências teológicas: houve diferenças significativas na teologia entre as duas igrejas, incluindo questões sobre a natureza do Espírito Santo e a existência do purgatório.

Essas tensões aumentaram ao longo dos séculos, culminando no cisma de 1054. Naquele ano, o Patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário, excomungou o Papa Leão IX, e o Papa Leão IX respondeu excomungando o Patriarca. Esse ato de excomunhão foi o ponto de partida para o Grande Cisma do Oriente.

As consequências do cisma foram significativas. A Igreja Ortodoxa tornou-se cada vez mais orientada para o Oriente, enquanto a Igreja Católica Romana tornou-se mais ocidentalizada. Isso levou a diferenças culturais e políticas significativas entre as duas igrejas. A divisão também afetou a política, já que muitos governantes escolheram apoiar uma das duas igrejas em detrimento da outra.

Embora o cisma tenha dividido a Igreja Cristã em duas partes, as duas igrejas compartilham muitas crenças e práticas comuns. Além disso, ao longo dos séculos, houve esforços para reunir as duas igrejas, embora esses esforços não tenham sido bem-sucedidos.

Em resumo, o Grande Cisma do Oriente foi um evento significativo que dividiu a Igreja Cristã em duas partes distintas. Embora as tensões entre as duas igrejas tenham começado a surgir já no século V, o cisma de 1054 marcou um ponto de inflexão na história da Igreja Cristã. O legado do cisma continua a ser sentido até hoje, com as duas igrejas mantendo diferenças teológicas, culturais e políticas significativas.


Fontes:

• Norwich, John Julius. The Byzantine Empire. Penguin, 1991.

A CAIXA DE PANDORA

 O mito da Caixa de Pandora é uma história fascinante da mitologia grega que explora a curiosidade humana e as consequências de desafiar os deuses. Essa narrativa tem sido transmitida ao longo das gerações, servindo como uma alegoria poderosa sobre os males e as esperanças presentes no mundo.

De acordo com a mitologia, Pandora era a primeira mulher criada pelos deuses do Olimpo. Ela foi criada com grande beleza e encanto, dotada de dons especiais por cada uma das divindades. Zeus, o soberano dos deuses, presenteou-a com uma caixa (ou jarro, em algumas versões), com uma única instrução: nunca a abra.

No entanto, Pandora, curiosa por natureza, não resistiu à tentação de descobrir o que estava contido na caixa. Ela sabia que, ao fazê-lo, estaria desafiando a vontade dos deuses, mas sua curiosidade era avassaladora. Incapaz de resistir, Pandora abriu a caixa, liberando imediatamente todos os males e infortúnios que ela continha.

Os males escaparam rapidamente, espalhando-se pelo mundo. Dores, doenças, tristezas, vícios e todos os tipos de desgraças foram liberados, afetando a humanidade de maneiras terríveis. Pandora, percebendo o que havia feito, ficou desesperada e encheu-se de remorso por ter sido a causa de tanto sofrimento.

No entanto, assim que Pandora fechou a caixa, um último elemento permaneceu dentro dela: a esperança. Apesar de todos os males terem sido soltos, a esperança permaneceu como um consolo para a humanidade. Embora Pandora tenha liberado as calamidades sobre o mundo, os deuses permitiram que a esperança permanecesse para ajudar a mitigar o sofrimento e oferecer uma perspectiva de um futuro melhor.

O mito da Caixa de Pandora tem várias interpretações simbólicas e morais. Primeiramente, ele ilustra a natureza humana e a tendência de buscar o desconhecido, mesmo quando somos alertados dos perigos envolvidos. Pandora representa a curiosidade e a impulsividade humanas, enquanto a caixa simboliza o mistério e as incertezas do mundo.

Além disso, o mito também destaca a presença da esperança, mesmo em meio às adversidades. A esperança é vista como uma força poderosa que nos ajuda a enfrentar as dificuldades e a encontrar conforto em tempos sombrios. Mesmo que a humanidade esteja sujeita a sofrimentos e tragédias, a esperança nos lembra que há uma possibilidade de superação e renovação.

Em última análise, o mito da Caixa de Pandora nos leva a refletir sobre a dualidade da existência humana. Por um lado, somos confrontados com os males e os obstáculos que encontramos ao longo da vida, mas, por outro lado, temos a capacidade de encontrar força, coragem e esperança para enfrentar essas adversidades. É um lembrete de que a curiosidade pode ser um traço valioso, mas também devemos ser cautelosos com as consequências de nossas ações.

quarta-feira, 19 de julho de 2023

O Mordedor de Pilares (Arte)

 O Mordedor de Pilares, 1509-1517: Uma Representação Artística Única de Piedade Excessiva e Hipocrisia

O Mordedor de Pilares é uma figura intrigante que surgiu durante o final do período da arte gótica, particularmente visto na parte inferior da tela do coro da Igreja de St. Bavo em Haarlem, na Holanda. Esta escultura em madeira, datada de 1509-1517, mostra um curioso personagem agarrando-se a uma coluna dentro da estrutura circundante e mordendo-a com grande fervor. O ato de cravar os dentes na coluna distorce seus rostos, dando-lhes uma aparência extrema e feia. Notavelmente, um rosário pode ser visto pendurado no cinto do mordedor de pilares.

O termo usado para descrever tais indivíduos em holandês é 'pilaar mordedor' ou 'pilar-biter', e há vários provérbios alertando contra esta espécie. Os mordedores de pilares simbolizam piedade excessiva, bem como hipocrisia. As razões por trás desse simbolismo podem ser interpretadas de maneiras diferentes. Uma explicação é que, embora esses indivíduos finjam ser virtuosos e devotos, eles negligenciam seus deveres de caridade na realidade. Alternativamente, seu comportamento em casa pode estar em total contraste com a aparência de devoção que eles exibem dentro da igreja.

Um perspicaz provérbio do sul da Holanda encapsula apropriadamente essa noção: "quem morde pilares na igreja, caga demônios em sua própria casa". Isso sugere que aqueles que retratam extrema piedade dentro das paredes sagradas da igreja podem se envolver em comportamento malévolo ou hipócrita quando voltam para casa.

É digno de nota que o tema do mordedor de pilares não é predominante na arte, e apenas algumas outras instâncias de sua representação podem ser encontradas, como na igreja de St. Martin em Venlo e na igreja de St. Catharine em Hoogstraten . Além disso, o personagem do mordedor de pilares aparece em várias versões da famosa pintura de provérbios de Pieter Bruegel, o Velho, criada em 1559.

O Mordedor de Pilares, conforme representado nesta peça artística única, serve como um poderoso lembrete das complexidades da natureza humana, alertando contra os perigos de fingir virtude enquanto esconde a hipocrisia sob a superfície. Esta obra de arte instigante lança luz sobre o tema atemporal de equilibrar a piedade genuína com ações sinceras, tanto dentro dos limites dos espaços religiosos quanto nos domínios privados de nossas vidas.

OS GATOS NA IDADE MÉDIA

 Durante a Idade Média, os gatos eram considerados animais misteriosos e muitas vezes associados à bruxaria e ao ocultismo. Eles eram frequentemente vistos como símbolos do diabo e de práticas malignas, e a sua presença era desencorajada em muitas comunidades.

No entanto, os gatos também eram valorizados por sua capacidade de caçar ratos e outros roedores, que eram considerados pragas perigosas que transmitiam doenças e arruinavam alimentos. Algumas pessoas até mantinham gatos como animais de estimação e reconheciam suas habilidades de caça úteis.

Ainda assim, a percepção negativa dos gatos na Idade Média levou a um tratamento cruel e desumano deles. Na verdade, em muitas partes da Europa, os gatos foram caçados, mortos e até mesmo queimados vivos, durante a perseguição à bruxaria.

Felizmente, hoje em dia, os gatos são considerados animais de estimação adoráveis e populares em todo o mundo, e são valorizados por suas habilidades de companhia e caça. A maioria das pessoas não associa mais os gatos com bruxaria ou ocultismo, e eles são vistos como parte integrante da vida cotidiana de muitas pessoas em todo o mundo.

terça-feira, 18 de julho de 2023

THE VIKING INVASION: THE LINDISFARNE BAG

O Saque de Lindisfarne foi um ataque realizado por vikings na ilha de Lindisfarne, na costa nordeste da Inglaterra, em 8 de junho de 793 d.C. A abadia de Lindisfarne, um importante centro religioso da época, foi saqueada e queimada pelos vikings.

De acordo com o relato do monge Alcuíno de York, que viveu na época, o ataque foi uma "tempestade cruel" que caiu sobre a ilha de Lindisfarne. Em uma carta escrita em latim, ele descreve a cena da seguinte maneira: "Eles destruíram tudo, incendiaram a igreja, profanaram o altar, saquearam a biblioteca, mataram muitas pessoas e levaram algumas cativas".

Outro relato importante sobre o Saque de Lindisfarne é do historiador saxão do século IX, Asser. Ele escreveu: "Eles saquearam a igreja, queimaram todas as coisas valiosas que encontraram, mataram alguns monges e outros homens nas proximidades da igreja, levaram algumas pessoas cativas para seus navios e muitas outras coisas cruéis fizeram".

Além desses relatos, há também evidências arqueológicas que comprovam o Saque de Lindisfarne. Uma escavação realizada na década de 1970 descobriu restos de incêndios e destruição na abadia de Lindisfarne que datam do período em que o ataque ocorreu.

Em resumo, o Saque de Lindisfarne foi um evento histórico violento e significativo que marcou o início da era viking na Europa. As fontes e evidências disponíveis permitem uma compreensão clara do que aconteceu na época.

O CONHECIMENTO PARA PLATÃO

Platão foi um dos filósofos mais importantes da Grécia Antiga e suas teorias sobre o conhecimento tiveram um grande impacto na filosofia ocidental. Ele acreditava que o conhecimento verdadeiro não pode ser adquirido através dos sentidos, mas sim através da razão e da contemplação.

Para Platão, o mundo material é apenas uma cópia imperfeita do mundo das ideias, que é o mundo real e perfeito. As coisas que vemos e tocamos são apenas sombras do mundo das ideias, que só podemos conhecer através da razão e da contemplação.

Segundo Platão, o conhecimento verdadeiro só pode ser adquirido através da filosofia, que é o amor à sabedoria. Ele acreditava que o objetivo da filosofia era alcançar a verdadeira sabedoria, que é a contemplação das ideias eternas e imutáveis.

Para Platão, o conhecimento começa com a percepção das coisas sensíveis, mas não se limita a ela. Ele acreditava que a verdadeira sabedoria só pode ser alcançada através da contemplação das ideias, que são universais e imutáveis. Através da razão, podemos chegar a conhecimentos que não podem ser obtidos pelos sentidos.

As teorias de Platão sobre o conhecimento foram amplamente discutidas e criticadas ao longo dos séculos. Alguns filósofos, como Aristóteles, argumentaram que o conhecimento verdadeiro pode ser obtido tanto pelos sentidos quanto pela razão. Outros, como os filósofos empiristas, argumentaram que todo o conhecimento começa com a experiência sensível.

Apesar das críticas, as ideias de Platão sobre o conhecimento continuam a influenciar a filosofia ocidental até os dias de hoje. Seus conceitos de mundo sensível e mundo das ideias, além da importância da razão e da contemplação, são ainda objetos de estudo e reflexão na filosofia contemporânea.


Fontes:


• PLATÃO. A República. São Paulo: Martin Claret, 2000.

• FERRAZ, Breno Battistin. A teoria do conhecimento em Platão. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 3, n. 1, p. 39-50, 2015.

• REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia: do Humanismo a Descartes. São Paulo: Paulus, 1990.

IMPÉRIO CAROLÍNGIO

  O Império Carolíngio foi um grande império que existiu na Europa Ocidental do final do século VIII ao início do século X. Ele foi fundado por Carlos Magno, também conhecido como Carlos I, o Grande, que uniu uma grande parte da Europa sob seu domínio e reorganizou a administração e a economia do império.

O Império Carolíngio se estendeu desde o que hoje é a França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Suíça, Áustria, Hungria e partes da Itália e Espanha. Foi um império de vasta extensão e grande diversidade, e suas realizações culturais e políticas tiveram um impacto significativo na história da Europa.

O Império Carolíngio foi uma época de renovação cultural e intelectual. Carlos Magno encorajou a educação e a erudição, fundando escolas e convidando eruditos para sua corte. O império também foi um importante centro de produção literária e artística, com a produção de manuscritos iluminados, esculturas e edifícios monumentais.

Além disso, o Império Carolíngio teve um sistema administrativo altamente desenvolvido, com um governo centralizado e uma rede de funcionários responsáveis pela cobrança de impostos e pela manutenção da ordem pública. O império também foi um importante centro comercial e econômico, com a introdução de novas técnicas agrícolas e manufatureiras.

No entanto, o Império Carolíngio enfrentou desafios significativos ao longo de sua história. A morte de Carlos Magno em 814 levou a disputas de poder entre seus descendentes, que eventualmente levaram à divisão do império em três partes em 843. O império também enfrentou ameaças externas, como as invasões vikings e as incursões muçulmanas na Península Ibérica.

Apesar desses desafios, o Império Carolíngio teve um impacto duradouro na história da Europa, estabelecendo um modelo de governo centralizado e fortalecendo a identidade cultural europeia. O império também estabeleceu a base para a formação de nações europeias modernas, como França e Alemanha.

Fontes: Credível 

SOCRATIC METHOD


O método socrático é uma técnica de questionamento usada por Sócrates em seus diálogos filosóficos. O objetivo do método é levar as pessoas a examinar suas próprias crenças e valores por meio de perguntas críticas e cuidadosas.

O método socrático começa com uma pergunta simples, como "O que é a justiça?" ou "O que é a virtude?". Em seguida, Sócrates faz uma série de perguntas relacionadas a esse tema, buscando entender a visão da outra pessoa e analisando seus argumentos. Ele usa o questionamento para levar a pessoa a perceber as inconsistências ou falta de clareza em suas próprias ideias, levando-a a questionar suas próprias crenças e valores.

O método socrático é uma forma de ensinar por meio do diálogo e da reflexão. Ele incentiva as pessoas a buscar a verdade por si mesmas, em vez de simplesmente aceitar a opinião dos outros ou seguir tradições e convenções sociais sem questionamento.

O método socrático ainda é utilizado hoje em dia, tanto na filosofia quanto em outras áreas do conhecimento, como na educação, na psicologia e nos negócios. Ele é considerado uma técnica valiosa para estimular o pensamento crítico e promover a auto-reflexão.

𝐎𝐒 𝐁𝐀𝐍𝐓𝐔𝐒 (Povo nativa de África)

 (𝚄𝚖𝚊 𝚑𝚒𝚜𝚝ó𝚛𝚒𝚊 𝚛𝚎𝚜𝚞𝚖𝚒𝚍𝚊)

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𝐁𝐚𝐧𝐭𝐮𝐬 𝐪𝐮𝐞m 𝐬ã𝐨?


Os bantus ou bantos são povos que constituem um grupo etnolinguístico localizado principalmente na África subsariana e que engloba cerca de 400 subgrupos étnicos diferentes. 


A palavra "𝐛𝐚𝐧𝐭𝐮" é derivada da palavra "𝒃𝒂-𝒏𝒕𝒖", formado por ba (prefixo nominal de classe 2) e nto, que significa "𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚" 𝐨𝐮 "𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐨𝐬. As sociedades bantus dominavam desde sempre a metalurgia, bem como a arte de edificação de grandes monumentos, as mais conhecidas ruínas do império do grande Zimbabwe é uma prova clara da sabedoria desses povos.


𝐑𝐞𝐠𝐢õ𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐩𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚:


O povos bantus encontram-se centrados maioritariamente nos países de Angola, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Zâmbia, Zimbabwe, Lesoto, Quênia, Essuatini ,Botswana , Tanzânia ,República Democrática do Congo, República do Congo, Gabão, Guiné Equatorial, Camarões ,República Centro-Africana, Uganda, Burundi, Ruanda, Comores, e Malawi.


𝐀 𝐡𝐢𝐬𝐭ó𝐫𝐢𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐝𝐚 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨𝐬 𝐁𝐚𝐧𝐭𝐮𝐬:


Os Bantus provavelmente vêm dos Camarões e do sudeste da Nigéria por volta de – 2000, eles começaram a estender seu território na floresta equatorial da África Central. Mais tarde, por volta do ano 1000, ocorreu uma segunda fase de expansão mais rápida para o Oriente. Os Bantus então se misturaram com grupos indígenas e formaram novas sociedades. 


Nos séculos 16 e 17, as populações Bantu do actual Quênia foram forçadas a se mudar para o sul, empurradas primeiro pelos guerreiros Kalenjin, depois pelos Masai e finalmente pelos Luo, todos vindos do actual Sudão. Os Bantu provavelmente vieram de migrações africanas do leste (𝐕𝐚𝐥𝐞 𝐝𝐨 𝐍𝐢𝐥𝐨, 𝐊𝐮𝐬𝐡, 𝐏𝐮𝐧𝐭) principalmente para o oeste, depois para o sul (sudeste, sudoeste, centro). Restos bantu, às margens do lago Upemba, em Sanga, fornecem muitas informações sobre essas migrações.


𝐀 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐦𝐢𝐬𝐬ã𝐨 𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐯𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐨𝐫𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞:


Muitos afirmam que a África é um continente sem história, mas isso é verdade? Esquecendo um pouco da civilização egípcia e que a todo o custo tentaram excluir ela como parte da África negra, os outros povos africanos desenvolveram sua história mediante a transmissão da oralidade desde a tenra idade.


A originalidade das sociedades ditas “sem escrita” tem um papel primordial, pois o conhecimento oral é ao mesmo tempo o conhecimento da religião, da história, do entretenimento, da ciência da natureza e da iniciação à profissão, o que podemos aqui chamar de, “𝐚 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐥𝐚 𝐝𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚”. Nas sociedades africanas as ditas " sem escrita", os guardiões desse patrimônio são, de um lado, os tradicionalistas, responsáveis pela transmissão do conhecimento controlado pelo comitê de sábios, e, de outro, os griots, que são genealogistas, historiadores e poetas. 


A vantagem da tradição oral é que ela vem de dentro das sociedades africanas, portanto, reflete uma organização mental e uma vivência do grupo sócio-cultural. No entanto, a tradição oral não permite estabelecer uma cronologia. Isso coloca sérios problemas para os historiadores, e aqui abre caminho para a multidisciplinaridade na tentativa de preencher as lacunas, e que muitas vezes acabam preenchendo essas lacunas com inverdades. Fragmentando assim uma rica história que remonta a milhares de anos.


𝐀 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚çã𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐛𝐚𝐧𝐭𝐮𝐬:


A afirmação de alguns historiadores de que o grupo proto bantu que ocupa actualmente o leste, centro e sul do continente africano foi formado no primeiro milênio AC nas fronteiras dos Camarões e da Nigéria. 


Essa afirmação merece cautela, pois a migração bantu teria começado bem antes do primeiro milênio, pois foi a contrapartida do ressecamento do Saara que data do início do terceiro milênio. Os Bantus então viviam na região do Alto Nilo entre os paralelos 17 e 21 nas margens de grandes pântanos 


Esta presença continuou na época do reinado do grande faraó sudanês 𝐓𝐀𝐇𝐀𝐑𝐊𝐀 o Grande (689-664) durante o período húmido do Neolítico. Alguns Bantus foram estabelecidos entre a quinta e a sexta catarata do Nilo, cerca de cinquenta quilômetros ao sul da confluência 𝐍𝐈𝐋-𝐀𝐓𝐁𝐀𝐑𝐀.Eles então formaram o reino de 𝐊𝐮𝐬𝐡-𝐍𝐚𝐩𝐚𝐭𝐚-𝐌𝐞𝐫𝐨𝐞. 


Este reino era dotado de uma escrita alfabética ainda não decifrada até hoje, e do domínio da metalurgia do ferro. O clima de África, numa região compreendida entre o Saara e a extensa zona equatorial, era muito húmida há oito ou dez mil anos. O modo de vida Bantu estava intimamente ligado à água. O desenvolvimento das civilizações pesqueiras foi datado entre 8.000 e 5.000 aC, ao longo do Médio Nilo e no Saara. Vestígios dos bantus foram encontrados até no norte do continente africano, tanto no Ocidente quanto no Oriente. 


𝐎𝐬 𝐢𝐦𝐩é𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐁𝐚𝐧𝐭𝐮𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐧𝐨𝐭á𝐯𝐞𝐢𝐬:


Os bantus contruíram várias sociedades e impérios que prosperaram por milénios em várias partes do continente africano, na África Austral, no rio Zambeze, nasceu o grande império de Zimbabwe construído pelos reis Mwenemutapa, nasceram ainda outros impérios como: Império Rozui, e os Danangombe, Cami. 


Na África Central, nasceram os impérios do Kongo, o Império Lunda, o Império Luba localizados hoje no que é Angola, República do Congo e a República Democrática do Congo; Na Região dos Grandes Lagos Africanos, os impérios Buganda e o Caragué Reino de Uganda e da Tanzânia.


𝐀𝐬 𝐩𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢𝐩𝐚𝐢𝐬 𝐥í𝐧𝐠𝐮𝐚𝐬 𝐛𝐚𝐧𝐭𝐮:


A família linguística bantu inclui cerca de 400 idiomas falados em cerca de vinte países da metade sul da África. O número total de falantes dessas línguas é estimado em 100 milhões. As principais línguas bantus que representam o maior número de falantes são:


"𝖲𝗎𝖺í𝗅𝗂, 𝖪𝗂𝗇𝗒𝖺𝗋𝗐𝖺𝗇𝖽𝖺-𝗄𝗂𝗋𝗎𝗇𝖽𝗂 , 𝖫𝗂𝗇𝗀𝖺𝗅𝖺, 𝖢𝗁𝗂𝖼𝗁𝖾𝗐𝖺 , 𝖹𝗎𝗅𝗎, 𝖷𝗁𝗈𝗌𝖺, 𝗌𝗁𝗈𝗇𝖺 , 𝖪𝗂𝗄𝗈𝗇𝗀𝗈 , 𝖳𝗍𝗌𝗁𝗂𝗅𝗎𝖻𝖺, 𝖪𝗂𝗄𝗎𝗒𝗎, 𝖫𝗎𝗀𝖺𝗇𝖽𝖺, 𝖱𝗎𝗇𝗒𝖺𝗇𝗄𝗈𝗅𝖾, 𝖲𝗈𝗍𝗁𝗈, 𝖰𝗎𝗂𝗆𝖻𝗎𝗇𝖽𝗈, Umbundu, 𝖳𝗌𝗐𝖺𝗇𝖺, 𝖬𝖺𝗄𝗎𝖺, 𝖭𝖽𝖾𝖻𝖾𝗅𝖾: 𝗌𝗂𝗇𝖽𝖾𝖻𝖾𝗅𝖾 𝖾 𝗇𝗋𝖾𝖻𝖾𝗅𝖾, 𝖳𝗈𝗇𝗀𝖺 𝖽𝗈𝗎𝖺𝗅𝖺".


𝐒𝐮𝐠𝐞𝐬𝐭õ𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐥𝐞𝐢𝐭𝐮𝐫𝐚


•Resumo do volume das coleção da história geral de áfrica.

•(cf. R e M. CORNEVIN, História da África P.43 e 58 ).

•John M. Janzen, Ngoma: Discourses of Healing in Central and Southern Africa, University of California Press, Berkeley and Los Angeles, 1992

•James L. Newman, The Peopling of Africa: A Geographic Interpretation, Yale University Press, New Haven, 1995

•Kevin Shillington, History of Africa, 3rd ed. St. Martin's Press, New York, 2005

•Jan Vansina, Paths in the Rainforest: Toward a History of Political Tradition in Equatorial Africa, University of Wisconsin Press, Madison, 1990


          Uma África Desconhecida 

" 𝕸𝖆𝖎𝖘 Á𝖋𝖗𝖎𝖈𝖆, 𝖒𝖆𝖎𝖘 𝖆𝖒𝖔𝖗 𝖊 𝖒𝖊𝖓𝖔𝖘 ó𝖉𝖎𝖔"

O Túnel De Ezequias

 O Túnel de Ezequias ou de Siloé é um túnel que foi escavado na rocha sólida, embaixo de Ofel na cidade de Jerusalém por volta de 701 a.C. d...